Nárnia e a Criação

Fazendo um comparativo entre “As Crônicas de Nárnia” e a “Bíblia”, certo ponto me fascinou muito,foi a criação do mundo. Veja abaixo a descrição de C. S. Lewis para criação em Nárnia:

 

“No escuro finalmente alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito Longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. (…) Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma era o mais belo barulho que já foi ouvido. (…) a escuridão em cima estava cintilante de estrelas. (…) Não havia nuvens. (…) Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. (…) Já se  viam formas de colinas recortadas contra ele. E a voz continuava a cantar. (…) o sol nasceu (…) tratava-se de um vale por onde serpenteava um grande e caudaloso rio, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. (…)” “(…) o vale se esverdeava… São  Arvores!” 

 

Segue abaixo dois trechos da Bíblia falando sobre a criação do mundo:

 

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra,  porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo...” (Gênesis 1: 1-2a)

“No começo aquele que é a Palavra já existia.  Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deusfez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas. A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.” (João 1: 1-5)

 

A beleza da criação é ver que o Deus que agiu no vazio do mundo, é o mesmo que age no vazio do nosso ser; o Deus que pela palavra trouxe vida a este mundo, é o mesmo que através da Sua palavra nos resgatou das trevas, e pelo Seu amor moldou nosso coração.  Através de um canto que nem chega a ser um canto, mais é o mais belo barulho que pode ser ouvido, canto sem palavra, pois se mistura ao que antes era “Tohu, Bohu (sem forma e vazio) e que agora tomou forma e já não é mais vazio. Canto do Verbo que se encarnou e deixou de ser apenas palavra, mas viveu entre nós e hoje vive em nós. A beleza da criação é contemplar o encontro transformador de Deus que leva vida e dá forma onde reinava o caos e as trevas.Enquanto escrevia este texto veio a minha mente um trecho da música da Jú Bragança

 

“Dedico este tempo em Tua presença
Para te adorar
Jesus tu és o meu maior motivo 
Pra cantar

 

Olho em volta e vejo 
A beleza da criação
Todo favor que recebo
Vem de ti meu Senhor

 

És amor, perdão e graça
O Emanuel
És bendito, Cristo, filho
O Eterno

 

O cordeiro que foi morto
Pra me salvar
Exaltado e adorado
Meu Mestre.”

 

(Jú Bragança - Adoração)

 

Felipe M. Mello

12.03.2015